segunda-feira, 7 de junho de 2010

Traduções, Pali e Sânscrito

Um dos problemas com que se defronta quem estuda ou pratica uma doutrina filosófica é a tradução da linguagem escrita ou oral.

As doutrinas são escritas ou transmitidas utilizando determinadas palavras que correspondem a determinados conceitos e, por vezes, é difícil encontrar significados correctos nas línguas de outros falantes.

Acontece isso com a tradução do Pali ou do Sânscrito para Português.

Normalmente há que utilizar a palavra ou o conceito original para definir melhor o que se quer dizer.

Siddhartha Gautama, o homem que estabeleceu as bases do Budismo, nada escreveu. Transmitiu oralmente tudo o que sabia às pessoas que o rodeavam. Foi só mais tarde que essa sabedoria foi fixada pela escrita.

Essa fixação foi feita em duas línguas: Pali e Sânscrito.

Foi no Ceilão, no século I, antes de Cristo, que se fixou o cânone búdico em língua Pali. Este cânone é o que se utiliza no budismo Theravada, o mais próximo dos ensinamentos de Gautama.

O Pali é uma língua antiga da Índia.

Outra das primitivas línguas indianas é o Sânscrito.

São muito parecidas e os termos são por vezes confundidos, já que diferem muito pouco.

O ramo Theravada do Budismo (o mais antigo) utiliza o Pali como língua mestra. O ramo Mahayana utiliza sobretudo o Sâncrito.

É indiferente utilizar o Sâncrito, o Pali ou o Português para falar de Budismo, mas há contudo certos termos e definições que não podem ser compreendidos sem que se conheça bem o significado na língua original.

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