segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desconfiar do que não se percebe

O budismo é uma doutrina simples, que se consegue perceber com um pouco de atenção e com algumas leituras.

Claro que há sempre quem o tente tornar difícil, incompreensível (aliás como acontece em todas as áreas do conhecimento).

Quem não for um iniciado na Catolicismo dificilmente percebe certos conceitos. E são muitas vezes os próprios divulgadores que os complicam. Basta lembrar que durante anos as missas católicas eram ditas em Latim, uma língua que só alguns compreendiam. Isso dava um tom especial à celebração, procurando criar uma aura de mistério, sobretudo nas pessoas menos instruídas. Foi no Concílio Vaticano II que se decidiu que as missas passariam a ser celebradas nas línguas de cada país. Se isso melhorou ou não a fé dos crentes é matéria para reflexão, mas a verdade é que houve uma tentativa de aproximar os seguidores da palavra de Cristo (e também de tudo aquilo que se acrescentou depois).

É evidente que às vezes é complicado perceber o que quis dizer alguém que viveu há 2500 anos (no caso de Gautama) ou há 2000 anos (no caso de Cristo), por exemplo, tanto mais que nem um nem outro deixaram nada escrito e foram outros a fazê-lo. Mas também é certo que é possível tentar simplificar as suas mensagens, sem se cair no facilitismo.

Isto tudo para dizer que se deve desconfiar de tudo o que não se percebe. Se não se percebe é porque não está bem explicado, não se apreendeu com atenção ou não é verdade.

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