A corrente do Budismo mais conhecida é com certeza a do Budismo Tibetano (se é que se pode chamar assim).
A política, ou melhor a ocupação do Tibete pela China, tem levado a que se fale muito dele, do Tibete e do Dalai Lama.
Mas o Budismo não existe só no Tibete e o Budismo Tibetano está longe de ser a única corrente búdica.
O Budismo Tibetano é um Budismo Tântrico, cheio de regras, rituais e misticismos, que tira uma certa simplicidade à doutrina.
Não é que esse tipo de Caminho seja menos ou mais importante, menos ou mais verdadeiro do que as outras formas de Budismo. É apenas diferente. Aliás as classificações só são importantes para certas pessoas que gostam de guardar as coisas em gavetas, de modo a sentirem-se mais seguras com as coisas etiquetadas. As etiquetas dão jeito em certos casos, como nos blogues, por exemplo, mas também são, por vezes, uma forma de espartilhar a vida e as coisas, de diminuir.
Este aglomerado de carne e osso (átomos, moléculas...), este aglomerado de sensações e percepções a que me habituei a chamar "EU", também gosta de classificações. Este conjunto de elementos agregados, que um dia - quanto "eu morrer" - se tornarão noutra coisa qualquer, também gosta de classificar. Gosta por exemplo de Astrologia. Gosta de classificar os outros agregados (a que chamamos pessoas) em signos astrológicos. Acha que é mais fácil definir, colocar em gavetas esses tais agregados. Pura ilusão. É um vício. Inofensivo, claro, mas um vício, um hábito.
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