Um dos problemas com que se defronta quem estuda ou pratica uma doutrina filosófica é a tradução da linguagem escrita ou oral.
As doutrinas são escritas ou transmitidas utilizando determinadas
palavras que
correspondem a determinados conceitos e, por vezes, é difícil encontrar significados correctos nas línguas de outros falantes.
Acontece isso com a tradução do
Pali ou do
Sânscrito para Português.
Normalmente há que utilizar a palavra ou o conceito original para definir melhor o que se quer dizer.
Siddhartha Gautama, o homem que estabeleceu as bases do Budismo, nada escreveu. Transmitiu oralmente tudo o que sabia às pessoas que o rodeavam. Foi só mais tarde que essa sabedoria foi fixada pela escrita.
Essa fixação foi feita em duas línguas:
Pali e Sânscrito.
Foi no Ceilão, no século I, antes de Cristo, que se fixou o cânone búdico em língua
Pali. Este cânone é o que se utiliza no budismo
Theravada, o mais próximo dos ensinamentos de
Gautama.
O
Pali é uma língua antiga da Índia.
Outra das primitivas línguas indianas é o Sânscrito.
São muito parecidas e os termos são por vezes confundidos, já que diferem muito pouco.
O ramo Theravada do Budismo (o mais antigo) utiliza o Pali como língua mestra. O ramo Mahayana utiliza sobretudo o Sâncrito.
É indiferente utilizar o Sâncrito, o Pali ou o Português para falar de Budismo, mas há contudo certos termos e definições que não podem ser compreendidos sem que se conheça bem o significado na língua original.