sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Não Eu

Uma das coisas mais difíceis de perceber na filosofia budista é a noção do “Não Eu”.

O Eu, o Ego, não existe. É uma ilusão da Mente.

Como já foi demonstrado pela ciência, tudo muda, tudo se transforma (já dizia o velho Lavoisier).

As células de cada um dos seres humanos estão em permanente mudança, desde o nascimento até à morte.

As únicas células que não se modificam desde o nascimento até à morte, são os neurónios, as células do cérebro.

São essas células que nos dão a sensação de que temos uma personalidade, um Ego imutável e permanente.

Mas se sabemos que tudo é mudança, por que raio pensamos que temos um Eu imutável? Não será isso só mais um truque da nossa mente?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Mente É um Cavalo Louco

A mente humana é um cavalo louco, sempre a saltar por montes e vales, sem ser possível pará-la. É a chamada "corrente da consciência".

Mas esse cavalgar para a frente e para trás; para o passado e o futuro; imaginando coisas que não existem; utilizando preconceitos e preocupando-se sempre, é uma das grandes causas da insatisfação e do sofrimento.

É pois preciso fazer parar a mente, apaziguá-la. Controlá-la.

O Homem procurou desde sempre serenar o pensamento. Ao longo dos séculos inúmeras técnicas foram usadas: desde o caçador primitivo que se concentra para caçar um veado, até ao monge cristão que procura, através da oração, não desviar do pensamento de Deus.

As filosofias orientais usam a Meditação.